quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

2017 em Fevereiro

Sim, 2017 já vai com quarenta e seis dias.
Já não escrevo há tanto tempo que parece que já não sei como o fazer.  A verdade é que sempre pensei no blogue como uma extensão das minhas necessidades, uma miscelânea de temas onde a costura e a família são os pontos de referência mas onde não existe uma obrigação de fazer, de partilhar. 
Há dias uma amiga querida perguntava-me como é que eu fazia tanta coisa. Eu não sinto que faça muita coisa, pelo contrário o final de 2016 deixou-me com um sabor meio amargo na boca porque sinto muitas vezes o oposto, que não faço nem metade do que queria. Aquela frase fez-me pensar. E pensar. Cheguei a uma conclusão parcial.
Claro que ter filhos pequenos e obrigações diárias não ajuda mas o problema não é o que faço ou deixo de fazer, é sentir que faço pouco daquelas coisas que me fazem crescer enquanto pessoa, aquelas coisas que são essenciais para nos mantermos sãos, felizes, plenos. Partindo do principio que isso existe para todos e que se manifesta da mesma forma. Eu, muitas vezes, tenho dúvidas. Duvido de mim frequentemente e hesito, mastigo ideias como as vacas ruminam a erva. Porque não tenho tempo, porque não é a hora, porque não sinto que esteja certo, porque podia fazer melhor. É difícil sermos responsáveis pela nossa vida. No entanto, o momento do salto é mágico. O começar algo novo (seja o que for), o lançar o corpo no vazio traz aquele frio na barriga que sinto cada vez que a montanha-russa começa a andar. 
Para 2017 quero mais fazer do que me faz feliz, seja brincar com as minhas filhas, jantar sushi com a minha amiga-terapeuta-tia-emprestada-musa-dos-dias-duros, seja bordar em vez de dobrar a roupa ou ficar sentada sem fazer nada só porque sim, seja falar mais com o meu R, ou dizer sim a sonhos novos. Quero menos desejar e mais trabalhar para, pontinho por pontinho, construir a minha vida como ela faz sentido. Para mim. 

2 comentários:

  1. Fazes muito .... não se consegue estar ao mesmo tempo em todas as redes, todas as aplicações, em todos os momentos importantes ... quando não se consegue estar em todo o lado e porque se faz muito ... muito ou pouco faz o que te faz feliz e ama muitos os teus amores

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  2. Identifiquei-me muito com este teu post. Já tinha saudades de te ler por aqui, tens um dom para transcrever sentimentos.

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Escrevam-me de volta. Gosto de saber que não estou a "falar" sozinha.... :-)