quinta-feira, 31 de março de 2016

Pequena Sara

Doce Sara. Um ano de vida a iluminar a nossa. 
Tens cinco dentes. Dois em cima, um enorme e outro com metade do tamanho do primeiro, e três em baixo, uns coladinhos aos outros e bem pequeninos. Este pequeno aglomerado de dentes está sempre a aparecer, sorris a cada oportunidade. Ontem, aprendeste a dizer adeus. O mês passado a dar beijinhos. O primeiro foi para a nossa Miss Caracolinhos. Uma boca aberta, muita baba e quatro olhos a brilhar de felicidade, os meus e os teus. 
Sabes dar abraços. É uma sensação maravilhosa e surpreendente o sentir um bracinho de cada lado do meu pescoço. Uns bracinhos tão pequeninos e tão generosos. Adormeces de mão dada comigo e esses dedos gordinhos seguram tanto as minhas mãos como o meu coração. Agarras os livros e viras as páginas como se as letras já falassem para ti. Não gostas de ser contrariada e todos os dias me ensinas a arte da paciência, umas vezes mais facilmente e outras nem por isso. 
Gatinhas atrás da tua irmã e é enorme o teu amor por ela, palpável, como deve ser, como eu sonhei que seria. Pequena Sara, de cabelo dourado, és o nosso pequeno raio de sol.
Parabéns meu grande pequeno amor.


quarta-feira, 23 de março de 2016

óleos infundidos: infused oils

(scroll down for english)

O nosso pequeno jardim tem algumas plantas que adoro. O jasmim, o alecrim, o tomilho, a lúcia-lima (que vai para os chás e que cheira deliciosamente), a lavanda, a hortelã, o cebolinho, o manjericão... Cada vez mais tento aprender e usar o que a natureza tem, tão generosamente, ajudado a fazer crescer no nosso jardim. Como adoro óleos de massagem, foi quase juntar um mais um. Depois de ler sobre o assunto descobri que são mesmo fáceis de fazer.
Necessitamos de um óleo base que pode ser azeite (já fiz máscaras de cabelo maravilhosas com azeite, tem um efeito extremamente nutritivo no cabelo), óleo de coco, de aragão, de amêndoas doces e a planta que queremos que transmita ou difunda o cheiro para o óleo. Arranjar um frasco bem lavado, colocar uma boa dose de planta e uma boa dose de óleo. Em seguida, deixar infundir ao sol durante aproximadamente 10 dias. Passados os 10 dias, coar o óleo e, se estiver muito forte, diluir em mais óleo da mesma origem (amêndoas doces neste caso).

Our small garden has some plants that I love. Jasmine, rosemary, thyme, lemon-verbena (which goes to make teas and smells deliciously), lavender, mint, chives, basil... I am increasingly trying to learn and use what nature has so generously helped to grow in our garden. And because I love massage oils, it was easy mathematics. After reading about it I found that are really easy to make.
We need a base oil that can be olive oil (I have done wonderful hair masks with olive oil, it has an extremely nourishing effect on the hair), coconut oil, aragon, sweet almond and the plant we want to transmit or spread the smell to the oil. Get a well washed bottle, put a good deal of the plant leaves and a good deal of oil. Then brew in the sun for about 10 days. After those 10 days, strain the oil and, if it is too strong, dilute more oil from the same source (sweet almond this case).


Eu usei óleo de amêndoas doces por ser um óleo de cheiro pouco intenso e assim mais permeável (na minha opinião ainda pouco conhecedora!) e lavanda que tinha recolhido há pouco tempo. Até agora tem estado a correr bem, o óleo está gradualmente a adquirir uma textura mais opaca e um cheiro intenso a lavanda. A lavanda tem várias propriedades terapêuticas mas o que mais me agrada, confesso, é a ideia de uma massagem no final do dia. :-)
Dica: são bons presentes os óleos infundidos, acho que não conheço ninguém que não goste de uma massagem.
I used sweet almond oil because of the almost lack of smell and thus more permeable (in my opinion, still starting, don't forguet!) and lavender that I had collected recently. So far it has been going well, the oil is gradually acquiring a more opaque texture and an intense smell of lavender. Lavender has several therapeutic properties but what pleases me most, I confess, is the idea of a massage at the end of the day. :-)
Tip: infused oils are great gifts , I think I don't know a single person who doesn't like a massage.
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terça-feira, 1 de março de 2016

Bento Tee para mim

(scroll down for english please)

Coser para mim não tem sido um processo fácil mas tem, certamente, sido um de aprendizagem. Tudo o que fazemos para os filhos parece assentar que nem uma luva e se não é assim à primeira, com pequenos ajustes chegamos lá. Já para mim, sobra ali, falta aqui, afinal não gosto de me ver com este molde, o tecido não cai bem ou eu resolvi fazer diferente do que o aconselhado no pdf e uso outro tecido ou uma nova técnica que não resulta e por ai adiante (eu chamo-lhe ser criativa mas se calhar, muitas vezes, estou só a ser burra! ah ah ah)... enfim! Há experiências que correm bem e outras menos bem, é aceitar, aprender e continuar a andar. Ou neste caso, a coser!

Bento Tee foi uma dessas muito boas experiências. Tem linhas direitas, dois pequenos bolsos (se fizermos versão com bolsos - já tenho uma cortada sem bolsos em malha, depois mostro se tiver coragem) e, depois de cortada, faz-se num instante! As instruções são detalhadas e muito fáceis de seguir com bastantes hipóteses para se brincar com o molde (ou ser criativa, como eu gosto de lhe chamar ;-)). Adorei! Vejo bastantes Bento Tees no meu futuro, verão camisola e verão tee ou top no verão! A primeira vez que vi a Bento e que achei, é pá que gira!, foi no blogue da Rita e da Fatima, o Conversas de Hermanas, ora espreitem aqui e apaixonem-se pela versão da Rita.
Quanto às fotos...  não tenho jeito nenhum para isto de modelo e o meu R tem pouco jeito para segurar na câmera. Sorry love!

Sewing for me has not been an easy process but it has certainly been one of learning. Everything we do for the kids seems to fit like a glove and if it's not like that at first try, with minor adjustments we get there. As for me, there's too much fabric there, some lacking here, after doing it I find I do not like to see me with that pattern, the fabric is not right for the pattern or I decided to do different than the advised in the PDF and I use another fabric or a new technique that doesn't work out (I call it being creative but perhaps, often, I'm just being stupid! ah ah ah) ... oh well! There are experiences that go well and others less well, embrace it, learn with it and keep moving. Or in this case, keep sewing!

The Bento Tee was one of those very good experiences. It has clean lines, two small pockets (if you decide to do it with pockets - I already have one cut without pockets in a brown cotton knit, I'll show you after it's ready if I have the courage too) and after it's cut, is done in no time! The instructions are well detailed and easy to follow and there's plenty of information so you can play with your pattern (or be creative, as I call it!). I loved it! I see plenty of Bento Tees in my future, sweaters and tees for summer!
The first time I saw the Bento Tee and I thought, oh uau, this is great!, was on Rita and Fatima's blog, Conversas de Hermanas, so please peek here and fall in love with Rita's version.
As for the photos... I have no patience or hability as a model and my R isn't the best photographer. ah ah ah ... Sorry love!


Os bolsos! ;-)

ohhh give me that! Dá cá isso! ah ah ah 





quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Pants: Calças - Sew chic kids

Já fiz várias vezes as calças molde O do livro Sew Chic Kids, podem ver aqui e aqui pelo menos duas dessas vezes.
Desta vez, repeti as calças mas modifiquei os bolsos, usei as instruções dos calções para acrescentar uns bolsos à frente. Usei um pedaço um tecido de lã que tinha quase desde que comecei a coser (há uns 2 anos) e por isso não me lembro onde comprei e uma cambraia linda em cinza que comprei na Sweet Mercerie.
São muito confortáveis e quentinhas e ela adora os bolsos (como quase todos os miúdos) porque pode acumular tesouros neles. Crachá de melhor mãe aqui para mim! ;-) ah ah ah

I've done several times the O pants pattern on the Sew Chic Kids book, you can see here and here at least two of those times.
This time, I repeated the pants but modified the pockets, I used the instructions of the shorts to add pockets in the front. I used a piece of a wool fabric that I had almost since I started sewing (2 years ago) and therefore I do not remember where I bought it and a beautiful gray chambray I bought at Sweet Mercerie.
They are very comfortable and super warm and she loves the pockets (like most kids) because she can  accumulate treasures in them. Best mother badge for me! ah ah ah ;-)









segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Paxson, coser para ele: sewing for him

(scroll down for english)
O que faz uma mulher amar um homem ainda mais? Sim, tirar fotografias para o blogue dela, no meio da rua, na aldeia pequena em que vocês vivem enquanto os vizinhos espreitam para ver o que se passa, é definitivamente uma razão para tal.
E aqui está a camisola Paxson, Seamwork Patterns, que lhe fiz em malha de lã no natal que passou (até me custou a escrever isto, como é que já estamos em Fevereiro?).
Não está perfeita mas fica-lhe quase perfeita. ;-) A manga, embora aqui na foto não se perceba bem, está uns centímetros mais curta do que eu sinto que deveria (já tomei nota para a próxima alongar a manga uns 3 centímetros). A parte da gola, por distração minha, está com o fio do tecido cortado num sentido diferente do resto o que faz com que, ocasionalmente, suba um pouco, nada de especial e, provavelmente, algo que quem não costure vá reparar mas enfim, eu sei e é o que basta!
Gosto muito do molde; acho que é realmente fácil de coser e cai-lhe bem, por isso, é um molde a repetir.

What makes a woman love a man even more? Yes, taking photographs for her blog, in the middle of the street in the small village in which they live while your neighbors peek to see what is happening, it is definitely a reason for it.
And here's the Paxson sweater, Seamwork Patterns, which I made him in wool last christmas (it was so hard to write this, are we in February already?). It's not perfect but it's almost perfect on him. ;-) The sleeves, although here in the picture you might not see it, are shorter than what I feel they should be (I took a note so next time I will elongate the sleeve about 3 centimeters). The collar, because I was distracted, was cut in a different grainline direction which means that occasionally it goes up a bit, nothing special and certainly not something that anyone who doesn't sew will notice but anyway, I know it and that's enough!
I love this pattern; I find it really easy to sew and fits him well, so it is likely to be repeated.





quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

No jardim, dias de chuva.

Este é um exercício que não faço vezes suficientes. Um exercício que me recupera. 
Dou por mim, muito frequentemente e para espanto dos vizinhos, certamente, a sorrir para o vazio. Quando o faço sinto-me a respirar mais fundo, com mais força, com plena consciência do ar a entrar e a sair. 
Na semana passada senti que me fazia falta, tanta. O peito estava apertado, o ar não saia e o sangue parecia não correr à velocidade que devia. Estava a chuviscar e eu decidi que mesmo assim valia a pena sair com a minha adorada câmera. Aos poucos a água foi fazendo a sua magia e a lente mostrando o que tantas vezes passo sem ver de verdade.
As teias de aranha que parecem constelações, o branco da flor, o jasmim, cheio de flor à espera do seu tempo para desabrochar, a flor que recolhe as gotas no seu meio, as cores do morangueiro, o contraste do trevo que nasce branco, a relva que pisamos sem olhar e que também ela está cheia de inúmeras constelações. 
Para mim é isto. 







 



sábado, 2 de janeiro de 2016

2016

Escrever é um exercício e uma forma de terapia. Enquanto faço a triagem de palavras na minha cabeça vou-me apercebendo do que me move, magoa, altera, condiciona, impele e ajuda a crescer. Por vezes, enquanto escrevo no ar palavras que são só minhas, durante muito ou pouco tempo, descubro mais sobre mim. 
Outras vezes, escrever é, simplesmente, a melhor forma de recordar. 
O ano passado, no dia 31 de dezembro de 2015, escrevi este texto e, hoje, foi maravilhoso voltar atrás e reconhecer-me nele. Sentir cada palavra como minha, cada esperança e desejo como promessa cumprida e cada gesto de amor que ambicionei completo em mim e nesta família que me acompanha. 
A promessa de uma filha amada cumpriu-se e ela é mais, muito mais do que o meu coração estava à espera. Devia ser sempre assim o amor por um filho. Enorme. Gigante. Cheio de cheiros e calor, de mãos e pés pequenos que se enroscam em nós, de muito colo e beijinhos no pescoço, de risos fartos e palermices mil. Que sortuda que me sinto quando olho para os seus doces olhos castanhos. Obrigada pelo teu amor minha pequena. 
Quanto à Miss Caracolinhos é uma fantástica irmã mais velha. Deixa que a irmã lhe puxe o cabelo sem se zangar muito com ela, apanha mil vezes o mesmo brinquedo que de propósito foi atirado ao chão, partilha o colo sem muito exigir em troca, faz de cavalinho e dá-lhe beijinhos sempre que pode. Não se pode querer melhor, não é? 
O amor dele, o meu amor maior, continua a fazer-me bater o coração com força. Sem palavras para o quanto me sinto grata por este amor, pela família que me deu, por tudo o que queremos e vivermos juntos. És tanto. 

Em 2015 tivemos o milagre da vida mas também a perda se fez sentir por aqui. Perdemos alguém que amávamos muito e isso fez-nos sofrer enquanto família e individualmente. Afinal, não existe dor partilhada, cada uma é única, reveste-se de roupas próprias e faz os danos que consegue. É a única coisa que não desejo que se repita em 2016, a dor, a perda, a tristeza. 
Tudo o resto pode ser assim, na mesma maravilhosa dose de amor.

Obrigada a quem me lê por aqui. 


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Caramelos

O Natal está a chegar. Parece que quanto mais tempo passa e mais filhas tenho (ah ah ah :-) ) mais gosto do Natal. Não o Natal do comprar porque sim mas o Natal do fazer porque é tão bom partilhar, porque é tão bom dar aos outros um doce, um mimo, um carinho especial. 
Sem fundamentalismos é claro. Uma coisa que aprendi (à força) nestes últimos dois anos é que não consigo fazer tudo e o tentar fazê-lo a todo o custo tira a magia do dar. 
Deixo-vos uma receita maravilhosa para quem for guloso ou quiser fazer para oferecer aos amigos... Basta cortar aos cubos com uma faca afiada e enrolar em papel vegetal. Eu estou a tentar, a sério, mas acho que não vamos conseguir oferecer muitos. 
Derretem na boca meus amigos, derretem na boca... ;-) 

Espreitem aqui para a receita.  
Notas: usei manteiga com sal e não usei baunilha. 


terça-feira, 24 de novembro de 2015

Apagar.

O meu telemóvel tem uma lista pequena de números favoritos, os números das pessoas mais perto de mim, aquelas a quem telefonar se um cano rebentar, se me doer a cabeça, se me apetecer chorar porque estou a ter um dia particularmente mau, se um pneu furar ou se tiver que ir a correr para o hospital. O R encabeça essa lista. É uma lista pequena porque apesar de me sentir uma abençoada são poucas as pessoas a quem poderia pedir ajuda em qualquer um ou todas as situações acima. 
Hoje, depois de me trancar na rua com a minha bebé a dormir no sofá, depois de chorar ao telefone em desespero porque não conseguia abrir a porta com a chave enferrujada das emergências, depois de abrir a porta e perceber que a minha pequena Sara continuava a dormir pacificamente, sentei-me no sofá, olhei para o telefone e reparei pela primeira vez numa semana e dois dias que vou ter que apagar o número cinco da minha lista de favoritos. 
Vou ter que apagar aquele número. Pelo tempo verbal que usei na frase anterior dá para perceber que ainda não o fiz. Não consigo mesmo. Se eu ligar, ninguém vai atender. O vazio de um número de telemóvel a lembrar-me, com demasiada força, o vazio que perder alguém que amamos nos deixa. 

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Quem está na casa de banho?

Comprei este livro porque estava em promoção na Fnac.pt. Não conhecia o seu interior e não fazia ideia se realmente valia a pena. Embora em termos de tradução tenha algumas pequenas coisas que podiam ser limadas (coisa que infelizmente é comum a muitos livros infantis), foi uma surpresa boa. A minha Miss Caracolinhos adora a brincadeira e mesmo já sabendo o fim da história fica em expectativa até ao final. Que doce forma esta a de viver os livros. 
Já tinha saudades de falar de livros por aqui. Todos os dias lhe lemos uma história, ou duas, ou três quando o tempo e o cansaço o permite e posso dizer-vos que é tudo aquilo que sonhei que ia ser. Sim, porque é com estes momentos que sonhei quando pensei que ia ser mãe.. certamente não eram as fraldas ou as noites sem dormir :-). Que dizer? Sou uma romântica.