quarta-feira, 30 de setembro de 2015

6 meses e um mosaico

Sara. 
Seis meses. 
Nem acredito que já passaram 6 meses desde o dia que te cheirei, senti, apertei pela primeira vez. 
Estás tão crescida. 
De costas direitas olhas o mundo e insistes em ficar sentada, deitada é coisa para bebés. 
Estás sempre a exibir essas gengivas desdentadas e rapidamente amoleces o coração de quem chega perto de ti.
Sorris quando acordas e nos encontras ao teu lado.
Os teus pés e as tuas mãos tão gordinhas são a minha perdição.
Gritas para que a nossa Miss Caracolinhos te olhe e para ela estás sempre pronta a rir. 
Agarras o meu pescoço e encostas a cabeça naquele espaço mesmo por baixo da clavícula que eu suspeito que tenha sido feito só para isso.
Agradeço hoje seis meses de ti meu amor tão pequenino. 

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Irmã mais velha

A minha Miss Caracolinhos é uma irmã mais velha maravilhosa. Quero nunca esquecer-me disso. Quero que ela o saiba. Mas, do alto dos seus três anos, sei que o vai esquecer com facilidade mesmo que lho repita muitas e muitas vezes. Espero que o sentimento não desapareça, que esse ela não o esqueça quando já não se lembrar das minhas palavras. 
A bebé Sara não gosta de andar de carro. Nada. Chora muito e eu sofro com ela. Não adianta parar o carro, cantar, falar com ela que o choro continua. Então, no meio do meu desespero, é ela, a mana mais velha, que canta para a pequena Sara, é ela que lhe dá a mão e, quando eu me emociono com isto, é ela que diz «Não chores mãe, temos que acalmar a Sara». Tão crescida está a minha filha e que coração tão grande ela tem. Impressionante como uma voz tão pequenina pode acalmar dois corações que sofrem.



quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Banda sonora de hoje...

«Eu bem que mostrei a ela
O tempo passou na janela
Só Carolina não viu.»


Can you tell I miss her? 


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

E acabou.

Já aqui falei do amor que sinto pelas minhas filhas em várias ocasiões. Também já falei do amor que sinto pelo R muitas vezes mas poucas foram as que falei do amor que o meu R sente pelas nossas duas filhas. Parece certo que assim seja, afinal este é o meu canto de terapia e não o dele. Desculpa se hoje falo um pouco de ti, é só um bocadinho mesmo, porque eu preciso e porque tu mereces. 
Hoje foi o seu primeiro dia de trabalho depois de quatro meses em casa connosco. Foi ele que gozou a licença de paternidade e não eu. Eu trabalho em casa e por isso estivemos quase, mesmo quase, sempre juntos. Com tudo o que isso acarreta, é certo. 
Não sei quais eram as suas expectativas em relação a estes meses e também não sei se sequer criou algumas mas sei que hoje ele tem muitas saudades nossas. Mais delas de certeza. Não digo isto com nenhum tipo de inveja ou ciúme, é maravilhoso que assim seja. Digo isto porque na amálgama que é este nosso amor tão doce, amar o pai fantástico que ele é, é mais um pedaço que nos fortalece.  
Ele nasceu para ser pai destas meninas que são as nossas filhas. Ele é o mais doce sem ser o lamechas, é o mais certo sem querer sempre a razão e é o mais forte sem ser duro. A Miss Caracolinhos diz de uma forma teatral que ele é o príncipe dela, o seu herói. Também és o meu. 

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Tempo

O tempo é mesmo um bem precioso. Cada dia que passo, e que passa, me apercebo mais que essa é uma realidade para mim. O meu tempo é precioso. Tempo para elas, para mim, para nós. Tempo para o que amo e me dá energia, tempo para o que faz o meu corpo ficar feliz, tempo para o que enriquece os meus sentidos, tempo para procurar o bom e descartar o mau.
E foi desta forma, a correr e a saltar, que se passou mais um mês. 
Tivemos o meu aniversário. A Sara cresceu mais 3 centímetros e já está, do alto de seu corpo de top model, com uns fantásticos 7 quilos. A Miss Caracolinhos deixou a fralda durante o dia e já escolhe as suas próprias cuecas. E assim começam os dilemas femininos. «hummm... levo as com fadas ou as com bolinhas brancas? Olha, umas da Minnie!» 
É uma irmã mais velha maravilhosa e empenhada a minha Miss Caracolinhos. Por vezes empenha-se demais e a irmã leva uma cabeçada ou um abraço com força em excesso mas mesmo assim é tudo feito com muito amor. 
Eu gostaria de me sentar mais à maquina de costura que sinto saudades, tantas, mas e o tempo para isso? Esse é gasto no que consigo fazer.
Já disse que o tempo passa a correr e a saltar por aqui? 



segunda-feira, 20 de julho de 2015

Quase 4

Quase quatro meses.
Variamos entre o ciúme e a adoração embora seja a adoração pela irmã o que mais impera.
Os dias passam simultaneamente devagar e depressa mostrando que o tempo é, verdadeiramente, uma medida relativa. 
Tentamos ser felizes com o que a vida nos dá aproveitando as framboesas que amadurecem duas a duas ou os morangos que ainda vão aparecendo no jardim, aceitando que uma piscina de plástico, mesmo das pequenas, pode trazer muita alegria a uma criança de 3 e a uma adulta de quase (mesmo quase) 35, esperamos que a noite não seja muito dura ou que o dia seja de sol, tentamos não ser muito exigentes uns com os outros. Nem sempre conseguimos mas, quando isso acontece, é muito bom. 



quarta-feira, 8 de julho de 2015

Onde estás caracol?

Este é um daqueles livros maravilhosos. A história é linda e as ilustrações acompanham. O meu tipo de livro portanto. Sou cada vez mais uma apaixonada por ilustração, perco-me por livros infantis. Há tantos no mercado e tantos são tão maus que quando se encontram pequenas pérolas, como este, há que partilhar com os amigos. 
O verão é a altura ideal para ler livros na relva, antes da sesta, depois da sesta, ao acordar, depois de um passeio... por aqui gostamos tanto como no inverno. 
Uma pista... o caracol não está a brincar às escondidas. ;-)

sexta-feira, 26 de junho de 2015

É a vida

No jardim pequenos milagres acontecem todos os dias. 
Parece incrível como coisas tão simples como apanhar umas framboesas (poucas mesmo que a planta é nova e tem pouco juízo), estender uma manta num pedacinho de relva para contar as nuvens e apanhar banhos de sombra com a pequena mais velha, ver quantos girassóis já abriram ou mesmo inspecionar os fisális pela 34506125413 vez para ver se já está algum maduro, podem trazer tanta alegria a esta mulher. 
Se, há um ano ou dois, me perguntassem qual era a minha cor favorita, a resposta seria imediata. Hoje, não sei bem dizer se é o verde da árvores que vejo da janela enquanto escrevo isto, se o branco da camomila que cresce no meu jardim, se o amarelo destes girassóis, se o vermelho dos morangos ou o laranja das nêsperas, o lilás da lavanda ou o rosa das hortênsias mas sei que sou perdida pelo azul do céu. 
Somos nós que mudamos ou é a vida que nos muda? 







 


quinta-feira, 18 de junho de 2015

Ela dorme...

Ela dorme. Ela mama. Ela dorme. Ela grita porque não fala. Quer atenção. Não quer estar sozinha. E lá vou eu, ou ele, ou ela. A correr. 
A nossa pequena Sara é uma bebé maravilhosa que cresce a olhos vistos. Está quase sempre bem disposta e sorri muito exibindo umas gengivas rosadas que me derretem completamente. Abre os olhos, estica a mão e estamos sobre o seu domínio. É feita de pregas esta minha filha. De pregas e um cheiro maravilhoso. Doce. Insinuante. 
Eu estou doente novamente, depois de umas dolorosas mastites nada como uma bela pneumonia para dar conta do recado. Digo a mim própria que deve ser da idade. Quase 35. Quase 35. Quase 35. Nem acredito, quase 35. E a mãe sou eu. A mãe de duas pequenas. 
A melhor das realidades é esta, aquela que eu construo todos os dias com elas. Sentadas no sofá a ver Alice no País das Maravilhas, a dar banho a pés pequeninos, enroscadas na cama a dar de mamar nas tardes de calor, a lavar as cerejas enquanto encharca a roupa e o tapete, a fazer bolas de sabão no jardim... pequenos momentos que me fazem feliz. Porque como diz a Cris "os dias são longos, mas os anos são curtos". Já li este texto umas 3 vezes. Quando me senti cansada, quando me senti desanimada e quando me senti frustada. Porque ser mãe (sem mais acrescentos aqui) também é feito desses sentimentos, dessas realidades. Menos bons, igualmente válidos.

segunda-feira, 18 de maio de 2015