quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Tempo

O tempo é mesmo um bem precioso. Cada dia que passo, e que passa, me apercebo mais que essa é uma realidade para mim. O meu tempo é precioso. Tempo para elas, para mim, para nós. Tempo para o que amo e me dá energia, tempo para o que faz o meu corpo ficar feliz, tempo para o que enriquece os meus sentidos, tempo para procurar o bom e descartar o mau.
E foi desta forma, a correr e a saltar, que se passou mais um mês. 
Tivemos o meu aniversário. A Sara cresceu mais 3 centímetros e já está, do alto de seu corpo de top model, com uns fantásticos 7 quilos. A Miss Caracolinhos deixou a fralda durante o dia e já escolhe as suas próprias cuecas. E assim começam os dilemas femininos. «hummm... levo as com fadas ou as com bolinhas brancas? Olha, umas da Minnie!» 
É uma irmã mais velha maravilhosa e empenhada a minha Miss Caracolinhos. Por vezes empenha-se demais e a irmã leva uma cabeçada ou um abraço com força em excesso mas mesmo assim é tudo feito com muito amor. 
Eu gostaria de me sentar mais à maquina de costura que sinto saudades, tantas, mas e o tempo para isso? Esse é gasto no que consigo fazer.
Já disse que o tempo passa a correr e a saltar por aqui? 



segunda-feira, 20 de julho de 2015

Quase 4

Quase quatro meses.
Variamos entre o ciúme e a adoração embora seja a adoração pela irmã o que mais impera.
Os dias passam simultaneamente devagar e depressa mostrando que o tempo é, verdadeiramente, uma medida relativa. 
Tentamos ser felizes com o que a vida nos dá aproveitando as framboesas que amadurecem duas a duas ou os morangos que ainda vão aparecendo no jardim, aceitando que uma piscina de plástico, mesmo das pequenas, pode trazer muita alegria a uma criança de 3 e a uma adulta de quase (mesmo quase) 35, esperamos que a noite não seja muito dura ou que o dia seja de sol, tentamos não ser muito exigentes uns com os outros. Nem sempre conseguimos mas, quando isso acontece, é muito bom. 



quarta-feira, 8 de julho de 2015

Onde estás caracol?

Este é um daqueles livros maravilhosos. A história é linda e as ilustrações acompanham. O meu tipo de livro portanto. Sou cada vez mais uma apaixonada por ilustração, perco-me por livros infantis. Há tantos no mercado e tantos são tão maus que quando se encontram pequenas pérolas, como este, há que partilhar com os amigos. 
O verão é a altura ideal para ler livros na relva, antes da sesta, depois da sesta, ao acordar, depois de um passeio... por aqui gostamos tanto como no inverno. 
Uma pista... o caracol não está a brincar às escondidas. ;-)

sexta-feira, 26 de junho de 2015

É a vida

No jardim pequenos milagres acontecem todos os dias. 
Parece incrível como coisas tão simples como apanhar umas framboesas (poucas mesmo que a planta é nova e tem pouco juízo), estender uma manta num pedacinho de relva para contar as nuvens e apanhar banhos de sombra com a pequena mais velha, ver quantos girassóis já abriram ou mesmo inspecionar os fisális pela 34506125413 vez para ver se já está algum maduro, podem trazer tanta alegria a esta mulher. 
Se, há um ano ou dois, me perguntassem qual era a minha cor favorita, a resposta seria imediata. Hoje, não sei bem dizer se é o verde da árvores que vejo da janela enquanto escrevo isto, se o branco da camomila que cresce no meu jardim, se o amarelo destes girassóis, se o vermelho dos morangos ou o laranja das nêsperas, o lilás da lavanda ou o rosa das hortênsias mas sei que sou perdida pelo azul do céu. 
Somos nós que mudamos ou é a vida que nos muda? 







 


quinta-feira, 18 de junho de 2015

Ela dorme...

Ela dorme. Ela mama. Ela dorme. Ela grita porque não fala. Quer atenção. Não quer estar sozinha. E lá vou eu, ou ele, ou ela. A correr. 
A nossa pequena Sara é uma bebé maravilhosa que cresce a olhos vistos. Está quase sempre bem disposta e sorri muito exibindo umas gengivas rosadas que me derretem completamente. Abre os olhos, estica a mão e estamos sobre o seu domínio. É feita de pregas esta minha filha. De pregas e um cheiro maravilhoso. Doce. Insinuante. 
Eu estou doente novamente, depois de umas dolorosas mastites nada como uma bela pneumonia para dar conta do recado. Digo a mim própria que deve ser da idade. Quase 35. Quase 35. Quase 35. Nem acredito, quase 35. E a mãe sou eu. A mãe de duas pequenas. 
A melhor das realidades é esta, aquela que eu construo todos os dias com elas. Sentadas no sofá a ver Alice no País das Maravilhas, a dar banho a pés pequeninos, enroscadas na cama a dar de mamar nas tardes de calor, a lavar as cerejas enquanto encharca a roupa e o tapete, a fazer bolas de sabão no jardim... pequenos momentos que me fazem feliz. Porque como diz a Cris "os dias são longos, mas os anos são curtos". Já li este texto umas 3 vezes. Quando me senti cansada, quando me senti desanimada e quando me senti frustada. Porque ser mãe (sem mais acrescentos aqui) também é feito desses sentimentos, dessas realidades. Menos bons, igualmente válidos.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Por aqui...

Por aqui continuamos em modo bebé. A tentar levar tudo devagarinho, a tentar criar rotinas e padrões novos numa família que agora é a quatro, a tentar não adormecer com a cabeça em cima do computador. 
O que ainda vou conseguindo fazer é tirar fotografias. Muitas. A tudo. É um vicío cada vez maior e mais presente.

Um dos 3 bolos de anos a que a Miss Caracolinhos teve direito.

Espreguiçadeiras na rua, fins de tarde a brincar.

Os morangos.

Um piquenique. Um vestido. A minha princesa maior.
(Vestido by Marta, doguincho)

terça-feira, 5 de maio de 2015

3 anos

Aviso para os mais incautos, este é um post extremamente lamechas. Uma declaração de amor à minha filha, à minha minha Miss Caracolinhos. 

Fazes hoje 3 anos. 
Faz hoje 3 anos que saíste de dentro de mim para o mundo. Nunca mais nada foi o mesmo. Nem comer, nem dormir, nem as lagartas na parede, nem os morangos, nem as cores do céu ou o formato da lua, nem ir à casa de banho ou tomar um duche, nem fazer um bolo, nem os livros, nem as músicas que canto, nem os filmes que consigo ver, nem os sapatos que uso ou a roupa interior que escolho, nem os abraços que aprendi a dar, nem os sonhos que, avida de ti, substitui tão rapidamente, nem as prioridades que soubeste definir tão assertivamente, nem os medos, nem o passar das horas, dos dias, dos meses, nem o meu corpo. 
O meu corpo esse é o que mais te sente, talvez seja esse o que mais nunca mais foi o mesmo, esse que te sente como seu, como parte, como certo. É nele que procuras refugio e é com ele que te protejo do mundo, que te resguardo, que nos aproximo do que fomos enquanto nos perdemos em abraços. E tu dás abraços maravilhosos, os melhores do mundo que estou certa aprendeste com o teu pai... ele não te ensinou só a seres forte, ensinou-te também a dar abraços, os melhores do mundo. A mim ensinaste-me a brincar novamente, a amar sem limites, a viver mais devagar. Resta saber que te ensinei eu. 


quinta-feira, 23 de abril de 2015