sábado, 13 de setembro de 2014

Aviso: Mais fotos de flores, cogumelos e abóboras

Nós temos uma casa com jardim. São meia dúzia de metros de relva, com meia dúzia de coisas que plantamos conforme vamos tendo tempo e sempre com mais meia dúzia de dúvidas se estamos a fazer as coisas como deve ser. 
Ler os livros não basta, há que saber e perceber como a natureza funciona e para isso os livros não preparam, dão uma ideia. Nós lemos uns quantos na vã esperança que fosse uma boa solução para a nossa ignorância de anos de vida na cidade com varandas de plantas a morrer à sede. Depois, percebemos que os conselhos da Dona Maria produzem melhores resultados. Por isso, guardámos os livros e quando uma planta começa a definhar vamos ter com ela. 
É verdadeiramente engraçada esta relação que se estabelece com meia dúzia de metros de terra. De tudo lhe chamamos. A maioria das vezes chamo-lhe jardim (nos meus sonhos é) mas também lhe chamamos quintal, terra e, hoje, quando o R se saiu com terreno não consegui evitar dar uma gargalhada. A  medida dos nossos sonhos e a realidade que para nós criamos, vê-se aqui, na terminologia que usamos para meia dúzia de metros de terra. 
Agora, no sentido que a palavra tem, a piolha corre atrás do pai em cima da relva. Somos felizes no jardim-quintal-terra-terreno. 






sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Antes e Depois

Quando era pequena usava muitas vezes roupa que já tinha sido usada pela minha prima V. Apesar de eu ser cinco meses mais velha, ela era maior que eu (em altura, fique a nota que ela não me perdoava de outra forma). Por isso para mim é fácil, e lógico, aceitar a roupa que as minhas amigas e familiares me dão em segunda mão para a minha piolha. Por norma, faço uma triagem e algumas coisas dou, outras são para ela usar e estragar (de joelhos no jardim), outras vão para a sua indumentária habitual mas ainda há aquelas, como esta peça, que vão para reciclar.  
Isto de olhar para uma coisa e imaginar o que se pode fazer com ela para além daquilo que é a sua utilização óbvia, é uma arte que se treina. Esta não foi uma transformação extraordinária ou complicada mas, se fosse há um ano, esta seria uma peça que ia para dar. Aquele verde não combina comigo, nem com ela. Somos muito branquinhas. 

Antes.

Depois

O meu detalhe favorito.


Do meu dia


Banda sonora para hoje...


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Arquivo Pessoa


"Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho. Pesa-me um como a possibilidade de tudo, o outro como a realidade de nada."

http://arquivopessoa.net/textos/2512


Na entrada e no jardim

À esquerda. Manjericos e Physalis.

À direita. Abóboras. 

 No jardim. Tomates. Cidreira. Espinafres selvagens.





sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Meu amor é teu

Estou com saudades da minha filha. 
Parvoíce pensam vocês. 
Ela saiu de casa há menos de uma hora e o silêncio da sua ausência (já) é uma nuvem escura por cima da minha cabeça. Agarro-me ao trabalho com todas as forças, faço um chá, olho as árvores a dançarem a música do vento e volto para as minhas folhas e caneta. 
Parvoíce minha. Há dias assim. E ainda bem que assim é.
Viver um amor destes é uma parvoíce tão boa.  


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

One more time!

Mais uma. Como é que é o ditado? Não há duas sem três?... 
Gosto tanto deste tecido e, como fui gulosa quando o comprei, ainda tenho bastante. Depois das almofadas (que ficam lindas no meu sofá) veio esta mais uma cesta. Gosto tanto. Mais comprida, menos rígida mas com imenso espaço.