sexta-feira, 25 de julho de 2014

Bolos e amoras

Um bolo de banana e coco, tínhamos muitas da madeira a ficarem pretas em cima da bancada. Do livro Delicioso Piquenique, da Isabel Zibaia Rafael com ligeiras adaptações e feito na  minha amiga bimbólica. Uma delicia. 

Amoras. Apanhámos ontem, tantas. A Miss Caracolinhos vem destes nossos passeios com a língua preta, as mãos tingidas de negro e a barriga cheia. Eu gosto mais delas lavadas e fresquinhas mas não as recuso à minha comilona favorita mornas e directamente da planta. 
O que não mata engorda e na idade dela isso ainda não é um problema ;-)! 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

De lobos

Uma das histórias que mais temos lido ultimamente é Lobo Grande e Lobo Pequeno. Comprei-a o ano passado, na feira do livro, mas só este ano a piolha se apaixonou por ele. Já o lemos tanta vez que à medida que eu vou lendo ela vai antecipando o que vai acontecer com palavras-chave. 
Pequeno. Lobo. Coração. Árvore. Sozinho. Triste. Feliz. 
É uma história sobre o amor e como este não se mede aos palmos. Adivinham qual é a história que já li hoje duas vezes?... 

Reciclagem de t-shirts

A minha piolha consegue pôr nódoas nos sítios mais estranhos e daquelas que não saem depois de vinte lavagens e trinta mezinhas aconselhadas pelas avós. Como não tenho tido muito tempo para compras resolvi reciclar algumas das suas t-shirts de manga comprida e isso revelou-se uma tarefa ainda mais fácil do que imaginei. Com fotos e tudo pelo meio devo ter demorado menos de trinta minutos. Uma maravilha. Mais uma vez o limite é a imaginação e como a minha é prodigiosa já estou a planear as próximas um bocadinho mais elaboradas. 
Esta foi a primeira mas mais virão em breve. 
Instruções:
Dobrar ao meio a t-shirt e alinhar os ombros. Prender as duas mangas para quando cortar não escorregar e uma ficar mais comprida que a outra. 
 Cortar pelo tamanho que queremos.
Dobrar e prender com alfinetes. Levar à máquina de costura e coser com linha de cor similar ou contrastante como eu fiz (escolhi amarelo). 
 Finito! T-shirt nova!

quarta-feira, 23 de julho de 2014

De força

A minha filha é uma valente.
Fomos levar uma vacina. Digo fomos porque eu também estava lá. Mais nervosa do que ela. Com o estômago a doer. As palmas das mãos a suar de antecipação. Não tenho medo de agulhas, tenho medo que ela sofra. O meu lema é arranca o penso rápido. Com ela não. É mais deixa o penso de molho para ver se o penso sai sem doer, sem trazer atrás a pele e o pelo. Ela é a minha kryptonite.
Ficou sentada ao colo do R. A olhar para mim. Não chorou. Não gritou. Não fugiu. Tão forte, tão corajosa. A ensinar-me a mim a ser forte, a ser corajosa.
Miúda como te amo, já és melhor que eu. 


Resumo de um dia feliz

Porque eu sou feliz, sem hesitação, sem pausas nem mas. É assim, ainda bem que é assim. 
Começar o dia com uma vela num pãozinho de sementes. A minha filha a cantar os parabéns para uma mãe atravessada na cama e ainda com um olho fechado. Um beijo dos meus dois amores (um é quase louro o outro é moreno). Vir para o jardim fazer bolas de sabão. Comer pão quentinho e uma grande chávena de café com açúcar. Brincar com a filha na banheira. Usar um vestido de flores novo, colocar uns saltos para variar. Tirar umas fotos da piolha no vestido que amo e que fiz para ela que ainda amo mais. Comer um chupa de morango no carro enquanto ela dorme. Almoçar com o R e com ela uma pizza deliciosa, com oregãos e muito queijo. Comer um gelado de chocolate e framboesa. Deixá-la dormir no meu colo uns minutos enquanto sinto o cheiro do seu seu corpo e retenho este momento para mim. Vestir o fato de banho e brincar na piscina. Sou um crocodilo e ela ri. O R chega mais cedo, brincamos os três. Apanhamos curgetes e morangos no jardim. Sujos e descalços mas felizes. 
Somos felizes, sem hesitação, sem pausas nem mas. 




segunda-feira, 21 de julho de 2014

Os avós

E foi assim o fim de semana. 
Com flores novas, fruta, peixinho fresco, um chapéu verde emprestado, um vestido com  princesas, miminhos e mais miminhos e muito mais miminhos. 
Nestes dias a minha mãe fez as refeições todas (sim), arranjou os legumes (sim), a mesa aparecia posta (sim!!!), eu fui a menina dos cafés (foi o pouco que fiz) e comi chocolate belga. Podia ser melhor mas esteve mesmo muito bom... 




domingo, 20 de julho de 2014

Polpa

Esta semana fiz polpa de tomate caseira. Simples de fazer na bimby e fica maravilhoso. Não segui nenhuma receita, coloquei só as coisas que gosto. Um refogado, tomate, sal, manjericão e um bocadinho de cenoura. Foi assim que ficou, com esta cor. Onde está o encarnado que vemos em todos os frascos? Sei que a cenoura fez o seu papel mas já repeti a experiência sem cenoura e o resultado é muito similar. 
É nestas coisas que se vê a quantidade de químicos que consumimos nas coisas mais simples. Dá que pensar, não? 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Todos os meus lados

Preciso de todos os meus lados. Não sou um diamante em bruto, por mais que essa imagem possa corresponder a uma ideia que agrade a muitos. Gosto muito mais da maneira como o sol brilha em todos os meus lados polidos pelos meus quase trinta e quatro. 
Deu trabalho. Deu muito trabalho chegar aqui e ser assim, foram anos a ouvir o coração e ocasionalmente a razão, de aprender com os erros, de viver amores, de joelhos arranhados, de me perder e encontrar, de ir atrás dos sonhos que me governam. 
Ser mãe não me diminui como mulher, não me restringe como filha, não me penaliza como amiga, não me condiciona como profissional, não me atrasa como o todo que sou. Ser mulher, filha, amiga, profissional não minora o amor que sinto pela minha filha. Esse, cresce sobejamente e fica gordo pelo todo que lhe dou, o meu reflexo a brilhar nos seus lados para que um dia ela também seja mulher, amiga, filha, profissional e o mais que queira. É importante que assim seja, que tudo tenha o seu lugar, o seu peso reajustado. Horas e momentos mudam o lado que se vira para o sol. Mas todos se viram para o sol. Todos precisam de ser nutridos. Esta é a minha vida e eu estou a vivê-la agora. Não ontem, não amanhã, hoje.
Anular um destes lados, abafá-lo ou negligenciá-lo pode deixar-me coxa. Eu não quero ser coxa. Nada contra os coxos. Só não nasci assim, conheço outra realidade. Outro andar é o meu. 
Quase 34.