segunda-feira, 21 de julho de 2014

Os avós

E foi assim o fim de semana. 
Com flores novas, fruta, peixinho fresco, um chapéu verde emprestado, um vestido com  princesas, miminhos e mais miminhos e muito mais miminhos. 
Nestes dias a minha mãe fez as refeições todas (sim), arranjou os legumes (sim), a mesa aparecia posta (sim!!!), eu fui a menina dos cafés (foi o pouco que fiz) e comi chocolate belga. Podia ser melhor mas esteve mesmo muito bom... 




domingo, 20 de julho de 2014

Polpa

Esta semana fiz polpa de tomate caseira. Simples de fazer na bimby e fica maravilhoso. Não segui nenhuma receita, coloquei só as coisas que gosto. Um refogado, tomate, sal, manjericão e um bocadinho de cenoura. Foi assim que ficou, com esta cor. Onde está o encarnado que vemos em todos os frascos? Sei que a cenoura fez o seu papel mas já repeti a experiência sem cenoura e o resultado é muito similar. 
É nestas coisas que se vê a quantidade de químicos que consumimos nas coisas mais simples. Dá que pensar, não? 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Todos os meus lados

Preciso de todos os meus lados. Não sou um diamante em bruto, por mais que essa imagem possa corresponder a uma ideia que agrade a muitos. Gosto muito mais da maneira como o sol brilha em todos os meus lados polidos pelos meus quase trinta e quatro. 
Deu trabalho. Deu muito trabalho chegar aqui e ser assim, foram anos a ouvir o coração e ocasionalmente a razão, de aprender com os erros, de viver amores, de joelhos arranhados, de me perder e encontrar, de ir atrás dos sonhos que me governam. 
Ser mãe não me diminui como mulher, não me restringe como filha, não me penaliza como amiga, não me condiciona como profissional, não me atrasa como o todo que sou. Ser mulher, filha, amiga, profissional não minora o amor que sinto pela minha filha. Esse, cresce sobejamente e fica gordo pelo todo que lhe dou, o meu reflexo a brilhar nos seus lados para que um dia ela também seja mulher, amiga, filha, profissional e o mais que queira. É importante que assim seja, que tudo tenha o seu lugar, o seu peso reajustado. Horas e momentos mudam o lado que se vira para o sol. Mas todos se viram para o sol. Todos precisam de ser nutridos. Esta é a minha vida e eu estou a vivê-la agora. Não ontem, não amanhã, hoje.
Anular um destes lados, abafá-lo ou negligenciá-lo pode deixar-me coxa. Eu não quero ser coxa. Nada contra os coxos. Só não nasci assim, conheço outra realidade. Outro andar é o meu. 
Quase 34. 

1 vestido 30 alças diferentes

Acabei o vestido. Não consigo tirar boas fotos. A luz está péssima porque está um dia feio, a minha máquina não é das mais modernas. Sinto-me cansada, sem paciência para este dia e com fome. 
Acabei o vestido. Adoro o vestido. Não consigo tirar boas fotos. Já tinha dito? 
Dá para colocar as alças de várias maneiras e vários tipos de alças. Comecei por fazer uma amarela e cruzá-la pelas quatro "presilhas" com um laço atrás. Depois fiz mais uma e fiquei com duas alças e dois laços. Não satisfeita fui buscar um entremeio lindo amarelo e voltei ao primeiro formato. Resumindo, vai dar para usar de muita forma e feitio e vou ter que comprar umas fitas giras para fazer mais umas experiências. Gostam?


Duas alças... 



 

Banda sonora de hoje


quinta-feira, 17 de julho de 2014

Uma espreitadela

O ano passado comprei uns tecidos nesta loja do Etsy, demoraram quase um mês a cá chegar de Hong Kong mas realmente são todos lindos. Experiência que até hoje não repeti, infelizmente paguei quase tanto de alfândega como pelo total dos tecidos. Acho que por isso hesito sempre antes de cortar um destes tecidos, custa-me pelo preço que paguei, pelo maravilhosos que são e pela dificuldade que existe em comprá-los novamente. Já usei um nesta saia e foi a mesma fita. Andei às voltas até finalmente me decidir a cortar e coser. Enfim...
 Hoje cortei este e estou a fazer um vestido para a piolha. Sempre ouvi dizer que com bons ingredientes é bem mais fácil fazer bons bolos, acho que o mesmo é verdade na costura. Bons e bonitos tecidos ajudam e muito. 
Amanhã, se conseguir acabar, mostro o produto final. Por agora gabo só o tecido... 


Prioridades

- A mãe tem uma surpresa para ti quando chegarmos a casa. Boa?
- Boa! Gomas?
- Não filha, não são gomas.
- Pizza?
- Não filha, não é pizza.

Estou só a ser paranóica ou devia começar a preocupar-me com as prioridades dela?...
Fonte: Pinterest 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Os fechos

Nas almofadas que fiz e que já exibi tão orgulhosamente aqui, coloquei uns fechos todos janotas amarelos, encarnados e azuis. Não posso dizer que foi fácil porque não foi. Foi um tanto ao quanto chato ao inicio e fiz umas quantas asneiras nas duas primeiras almofada mas as outras duas já correram melhor. Já fiz quatro no total e acho que por agora vou ficar por aqui, pelo menos neste tecido. 
Como adoro almofadas e agora que já "domino" a técnica, posso renovar as restantes cá de casa. Outro dia analiso a coisa. 
Por não ter sido fácil e ter visto imensas técnicas e truques achei que devia partilhar os meus num tutorial. Já não faço nenhum há algum tempo e esse foi um dos pontos com os quais me comprometi quando comecei o blogue, dar aos outros também o que aprendo. 
Foi assim que fiz:
(explicação em texto no fim, se forem como eu, vão perceber melhor com as fotos primeiro) 










  1. Cortei dois quadrados de tecido e virei direito com direito.
  2. Cosi um dos lados com uma margem de 1 cm.
  3. Abri a costura e passei a ferro para a costura ficar aberta. Coloquei o fecho por cima centrado na costura da almofada. Prendi-o com alfinetes.
  4. Comecei a coser com o fecho um pouco aberto para conseguir coser mais perto da margem do fecho. 
  5. Quando já avancei uns 5 cm puxo com cuidado o fecho para cima para continuar a coser e a costura ficar o mais direitinha possível.
  6. Costuro até ao limite do fecho (ou a medida estipulada por mim) e faço uma curva à direita sempre a costurar para segurar o fecho no sitio e fechar a costura desse lado.
  7. Continuo sempre e depois volto a repetir o que fiz nos pontos 4 e 5, abrindo o fecho para passar o pé calçador com mais facilidade. 
  8. Faço a costura final e fecho o lado esquerdo também. Nas pontas convém reforçar a costura. Não esquecer de, nesta altura, deixar o fecho aberto (não é necessário todo bastam uns centímetros) para depois se virar do avesso. 
  9. Usar o descosedor para abrir a costura por cima do fecho. 
  10. Coser os outros três lados e, pelo fecho parcialmente aberto, virar a almofada! Finito!
  11. Admirem a vossa obra de arte e sintam-se felizes por a vida ter destes pequenos prazeres...