quarta-feira, 9 de julho de 2014

Acordar com esta música. 
Ao ouvido. 

Baleia

- Mãe baleia gandeeee!
E é um pesadelo estas três palavras na mesma frase e na sequência acima referida. 
- Tu és uma baleia bebé e a mãe é o quê? - Pergunta espatafúrdia e completamente desnecessária que originou a frase acima. Tenho que aprender a controlar estes meus impulsos. 
Nada que um rugido não resolva. 
- E agora, o que é a mãe? 
- Um reão gandeeeee! (Reão, tão mais bonito que leão...)
Sim, esquece a baleia por favor. 
Rapidamente, querida filha. 

 Fonte: Pinterest


terça-feira, 8 de julho de 2014

Morangos parte 329

O verão parece não chegar mas os morangos não acabam. Agora a conta-gotas.
Sempre doces. Estes estavam aos beijinhos.
Apanho-os para ela, que os come assim que chega.
O caracol ali do meio safou-se por um triz.

Compras da feira

Este domingo fui à FIL. Decorria a Feira Internacional de Artesanato. Embora o Internacional tenha alguma piada, o que gosto mais e onde passei mais tempo, foi na parte do Nacional. 
Apesar de muito satisfeita com as compras feitas, vim de lá com água na boca. Isto mesmo depois de me sentar com os padres a comer umas tapas de chouriços e queijos alentejanos, os melhores. Havia coisas maravilhosas de todas as partes do no nosso lindo país. Apetecia-me trazer uma série de coisas mas FELIZMENTE o multibanco tinha uma fila gigante! 
Comprei dois chapéus para o R, um anel gigante e lindo para mim, uma pintura magnifica para a nossa casa (podem conhecer a artista aqui), tecidos fabulosos e cheios de cor para umas almofadas e uma pandeireta bem barulhenta na banca que vendia brinquedos de madeira. Só coisas boas! 


segunda-feira, 7 de julho de 2014

Mom in need


Tá bem

A minha filha está a crescer.
Sim, sei que parece bastante óbvio que assim seja. Afinal, é a sequência natural. Ela tem de crescer. E tem feito isso mesmo desde o dia que nasceu. Um dia vai parar, eventualmente. 
A linguagem tem galopado nos últimos meses. Começou devagar, no verão passado. Com a língua sem saber bem para que lado ir dentro da boca. E nós a vermos a  confusão espelhada nos olhos enquanto a língua não fazia o que ela pensava que queria ou devia fazer.
Começou devagar mas incrivelmente sonora. Gritava as palavras. Não as sussurrava na sua insegurança de bebé. Gritava-as. Tal como se as palavras estivessem guardadas dentro do seu pequeno peito e, tivesse chegado um dia em que já não tinha espaço dentro dela para as guardar. As palavras aprenderam um novo caminho e em vez de ficarem quietinhas no seu resguardo, explodiam como balões de água. Ninguém conseguia ficar indiferente. Nós não queríamos ficar indiferentes. Ela gritava mãe e pai como uma carroceira. Nós adorámos. 
Eu falo muito com ela. Estamos muito tempo juntas. Partilhamos os fins de tarde, os gelados e o baloiço, vemos a lua aparecer e os pássaros a cruzar o céu, contamos os aviões, observamos as formigas e cantamos a canção da joanhinha voa voa. 
Sei que muito do que diz aprendeu comigo e isso dá-me um calor tolo. Nem um ano passou e já me responde... "tá bem" com enfado. Também deve ter aprendido comigo. Agora é esponja. Absorve as palavras. Abre os olhos, imita o que se diz. O gesto acompanha e é vê-la mini-mimo. A repetir palavras das grandes, daquelas que levam várias voltas de língua. Já diz "oh não", "num conchigo", "ajuda", "bachio" e mais umas trezentas palavras com o som ch pelo meio. 
As minhas favoritas até agora são "eu também" quando lhe digo que gosto dela. 
A minha filha está a crescer. 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

ohhh Birch...

Comprei tecidos novos. Só dois. Sem nada em específico planeado para eles, o que por norma é um erro. Por norma, mas não neste caso. 
Comprei um tecido de algodão orgânico da Birch Fabrics pelo qual me "apaixonei" há uns tempos e a que ainda não tinha consigo deitar as minha unhas pintadas de "inveja boa" (adoro os nomes dos vernizes da Risqué, altamente criativos!). 
Na imagem que vi parecia-me mais para o amarelo, ao vivo está entre o laranja e o castanho mas continuo in love! É tão suave ao toque este algodão, a textura é mesmo diferente. Fiquei impressionada, pena é não serem fáceis de encontrar aqui neste pais banhado pelo sol. 
O outro também é bem giro e tem aquele rosa-escuro-quase-roxo que eu adoro mas o da Birch... que querem, amores não se explicam. 
E agora, que fazer com ele? Um vestido para a piolha?