sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Flores, tecidos e paredes

Tenho uma amiga querida que, há uns tempos atrás, me disse que devíamos estar a ficar velhas. Agora gostamos de flores, de tecidos com flores, de jarras com flores, de padrões coloridos com flores. Será que estamos mesmo? 
Para ti, aqui ficam paredes com flores, forradas com maravilhosos tecidos ou papel de parede. E correndo o risco de me repetir, com flores, como nós gostamos. 

Fonte: PINTEREST! Que vicio! 

35 Coisas que gosto em ti OU o post mais lamechas de todos os tempos OU somente o post mais meloso deste pequeno mundo que é o nosso.

1. Da tua barba espessa
2. dos teus olhos ora da cor do mar, ora do céu
3. de seres um maravilhoso, fantástico, SEMPRE presente PAI
4. da maneira confiante como andas
5. da forma como me dás a mão quando caminhas ao meu lado
6. dos teus suspiros a meio de uma discussão
7. das tuas mãos sempre por perto
8. de como adormeces assim que deitas a cabeça na almofada
9. da confiança que tens em nós
10. de sonhares pelos dois, pelos três
11. da tua generosidade constante
12. da tua tolerância para com o erro (meus, teus, nossos, do mundo), excepto quando vais ao volante do teu Ferrari particular
13. de como me beijas ao acordar
14. do teu cabelo branco a conquistar o negro
15. de dizeres piadas sem piada
16. de conseguires rir sozinho das tuas piadas
17. de no fim me fazeres rir de rires das tuas piadas sem piada
18. de dizeres que vamos abrir um restaurante cada vez que eu faço uma coisinha mais elaborada que uma omelete para o jantar
19. de seres um bom filho
20. dos teus dentes
21. de me dizeres "isso é novo?" quando já o vesti 33 000 vezes
22. de te atrapalhares quando vais dizer que também gostas de mim
23. da forma como danças
24. dos teus pés frios à procura dos meus
25. de fazeres as torradas todas as manhãs
26. da tua voz quando andas pela casa a cantar
27. dos teus longos abraços espontâneos
28. de fazeres planos para sempre
29. de seres o primeiro a levantar a meio da noite
30. de quase, quase, mesmo quase, nunca te queixares
31. da tua coragem
32. da tua dedicação
33. da tua integridade
34. de abanares a cabeça enquanto ouves atentamente os meus sonhos
35. de deixares o meu ego e o meu orgulho intactos tantas vezes

Podia continuar.
Custou-me ficar pelas 35 porque são muitas mais as coisas que gosto em ti.
Clichés. Sim, alguns, talvez muitos. A vida é feita deles.
Mas o maior deles digo-te logo ao ouvido.


Banda sonora de hoje...

Para ouvir vezes sem conta.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Feeling... cansada.

A sentir-me cansada e com uma comichão tremenda para costurar.
A precisar de um café ou de uma gigantesca fatia de bolo de chocolate. 
A pedir ao universo para que, hoje pelo menos, nenhuma mãezinha preguiçosa estacione o carro mesmo à porta da escola da piolha, bloqueando parcialmente o meu (bem estacionado) carro. 
A pedir paciência para que, se isso acontecer, eu não lhe ensine uma lição à base da palmada.  


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

As mulheres são terríveis....

O problema mesmo, e assim mais evidente para mim, é o leque de coisas pelas quais uma mulher comum se apaixona. 
Sim, da mesma maneira que estamos capacitadas para fazer várias coisas ao mesmo tempo,também o estamos para amarmos com intensidade várias coisas ao mesmo tempo.... malas, sapatos, brincos, roupa, cestas de verga, livros, botões ou tecidos (só para dar uns exemplos pequeninos e nada evidentes). Eu sou, assumidamente, uma mulher de muitos amores. Hoje apaixonei-me por estes brincos. Amanhã quem sabe?
R., não é uma dica. 

Eu me lembro .... a fantástica banda sonora do meu dia!

“Era manhã
Três da tarde
Quando ele chegou
Foi ela que subiu
Eu disse: "Oi! Fica à vontade"
Eu é que disse "Oi", mas ela não ouviu
E foi assim que eu vi que a vida colocou ele/ela pra mim
Ali naquela Terça-Feira/Quinta-Feira de Setembro/Dezembro
Por isso eu sei de cada luz, de cada cor de cor
Pode me perguntar de cada coisa
Que eu me lembro
A festa foi muito animada
Oito ou nove gatos-pingados no salão
Eu adorei a feijoada
Era presunto enrolado no melão
E foi assim que eu vi que a vida colocou ele/ela pra mim
Ali naquela Terça-Feira/Quinta-Feira de Setembro/Dezembro
Por isso eu sei de cada luz, de cada cor de cor
Pode me perguntar de cada coisa
Que eu me lembro
Que eu me lembro
Ela me achou muito engraçado
Ele falou, falou e eu fingi que ri
A blusa dela tava do lado errado
Ele adorou o jeito que eu me vesti
E foi assim que eu vi que a vida colocou ele/ela pra mim
Ali naquela Terça-Feira/Quinta-Feira de Setembro/Dezembro
Por isso eu sei de cada luz de cada cor de cor
Pode me perguntar de cada coisa
Que eu me lembro
Eu me lembro
Eu me lembro
Eu me lembro”



terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

E sai uma alfineteira, almofada para alfinetes ou pincushion para os amigos...

Na maioria dos dias, não ter tempo para a costura e para escrever, custa-me. Sinto como que uma comichão. Como se não tivesse satisfeita mesmo depois de comer um belo prato. Como se negasse uma parte latejante de mim mesma. 
Nesta fase da minha vida, riqueza é, acima de tudo ter tempo para a minha filha, para a minha família, para mim. Desse tempo, eu não consigo abdicar e portanto a comichão por vezes é mais intensa. Ontem foi um dia de comichão moderada. Consegui coser durante cinco minutos. Cosi os botões na alfineteira que acabei anteontem, e que no total devo ter demorado uns dez minutos a fazer, mesmo assim repartidos...
Parece tanto uma almofada que a minha piolha já a queria roubar para a sua caminha de bonecas.
Os botões foram retirados da caixa de costura da  minha mãe, mas suspeito que foi o meu pai que os guardou. Ele é que é o apologista de "deitar a camisa fora e guardar os botões". Ao que parece, e se a memória não os engana, eram ambos de roupa minha! Com este argumento, não havia desculpa para eu não os retirar para meu uso novamente!





segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A retrosaria da Maria Amelia

É assim que se chama mas eu chamo-lhe Dona Maria, e ela chama-me menina, do alto dos seus 73 anos. 
A retrosaria está velha, e, segundo a dona, é um dos edifícios mais antigos da zona. As portas das altas prateleiras mal abrem e por isso metade estão constantemente entreabertas. As fitas e os botões acumulam-se das formas mais inventivas (ao molho e fé em Deus na maioria dos casos), e são mais os tecidos que estão nas catacumbas da loja do que o que está em exposição. 
A Dona Maria resolveu fazer obras e anda a abrir caixas que estão fechadas à muito tempo. Algumas, disse-me, são coisas de quando ainda era a mãe que geria a retrosaria. Por isso, a última vez que lá fui comprei pequenas preciosidades. Tive que fazer um esforço enorme para me vir embora, era capaz de ficar horas entretida a coscuvilhar as pequenas e grandes coisas que se amontoam naquela retrosaria. 
Tecido às bolinhas para uma saia, joaninhas para a Miss Caracolinhos e botões, sempre os botões...







sábado, 8 de fevereiro de 2014

Pincushions ou almofadas de alfinetes?

Completamente apaixonada por este!  
E a sentir que nunca conseguiria fazer uma coisa tão linda. Há tantas pessoas espalhadas por esse mundo com um dom para criar, para fazer coisas maravilhosas que fazem o mundo mais bonito. 
(ver aqui onde comprar)


Este ver aqui.

E este aqui...

Esta ideia é maravilhosa e vou, de forma desenvergonhada, fazer uma coisa parecida. Está simples, linda e é ainda muito prática!  (é uma daquelas bases para servir ovos ao pequeno-almoço!) 
Vejam aqui ou aqui mais coisas desta artista que vale a pena. 


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Uma bolsa para os documentos do carro OU Tudo o que consegui coser esta semana!

Uma semana que passou demasiado depressa. 
Trabalho, Miss Caracolinhos, jantares, banhos, pintar, cúcú, almoços, lavar roupa, dobrar roupa, almoços, mais trabalho, livros, ler outros e outras, escrever pouco, cortar tecidos, fazer compras, pôr gasolina, mais cúcú, pintar, mudar muitas fraldas, contar ainda mais histórias que fraldas mudadas, vestir e despir um polvo todos os dias....!!!
Esta semana a única coisa que tive tempo para fazer foi esta bolsa para os documentos do carro e levou-me imenso tempo. Dez minutos agora para coordenar os tecidos, mais vinte para cortar tudo à medida noutro dia, mais não sei quanto para passar a ferro e por fim uns trinta minutos para coser tudo junto. E claro mais cinco ontem à noite, entre uma história e outra, para finalizar a costura à mão... ufa! 
Esta é para a Sofia que gosta de retalhos. Sorte a dela, que eu também e por isso vou guardando todos.