quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Feeling... cansada.

A sentir-me cansada e com uma comichão tremenda para costurar.
A precisar de um café ou de uma gigantesca fatia de bolo de chocolate. 
A pedir ao universo para que, hoje pelo menos, nenhuma mãezinha preguiçosa estacione o carro mesmo à porta da escola da piolha, bloqueando parcialmente o meu (bem estacionado) carro. 
A pedir paciência para que, se isso acontecer, eu não lhe ensine uma lição à base da palmada.  


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

As mulheres são terríveis....

O problema mesmo, e assim mais evidente para mim, é o leque de coisas pelas quais uma mulher comum se apaixona. 
Sim, da mesma maneira que estamos capacitadas para fazer várias coisas ao mesmo tempo,também o estamos para amarmos com intensidade várias coisas ao mesmo tempo.... malas, sapatos, brincos, roupa, cestas de verga, livros, botões ou tecidos (só para dar uns exemplos pequeninos e nada evidentes). Eu sou, assumidamente, uma mulher de muitos amores. Hoje apaixonei-me por estes brincos. Amanhã quem sabe?
R., não é uma dica. 

Eu me lembro .... a fantástica banda sonora do meu dia!

“Era manhã
Três da tarde
Quando ele chegou
Foi ela que subiu
Eu disse: "Oi! Fica à vontade"
Eu é que disse "Oi", mas ela não ouviu
E foi assim que eu vi que a vida colocou ele/ela pra mim
Ali naquela Terça-Feira/Quinta-Feira de Setembro/Dezembro
Por isso eu sei de cada luz, de cada cor de cor
Pode me perguntar de cada coisa
Que eu me lembro
A festa foi muito animada
Oito ou nove gatos-pingados no salão
Eu adorei a feijoada
Era presunto enrolado no melão
E foi assim que eu vi que a vida colocou ele/ela pra mim
Ali naquela Terça-Feira/Quinta-Feira de Setembro/Dezembro
Por isso eu sei de cada luz, de cada cor de cor
Pode me perguntar de cada coisa
Que eu me lembro
Que eu me lembro
Ela me achou muito engraçado
Ele falou, falou e eu fingi que ri
A blusa dela tava do lado errado
Ele adorou o jeito que eu me vesti
E foi assim que eu vi que a vida colocou ele/ela pra mim
Ali naquela Terça-Feira/Quinta-Feira de Setembro/Dezembro
Por isso eu sei de cada luz de cada cor de cor
Pode me perguntar de cada coisa
Que eu me lembro
Eu me lembro
Eu me lembro
Eu me lembro”



terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

E sai uma alfineteira, almofada para alfinetes ou pincushion para os amigos...

Na maioria dos dias, não ter tempo para a costura e para escrever, custa-me. Sinto como que uma comichão. Como se não tivesse satisfeita mesmo depois de comer um belo prato. Como se negasse uma parte latejante de mim mesma. 
Nesta fase da minha vida, riqueza é, acima de tudo ter tempo para a minha filha, para a minha família, para mim. Desse tempo, eu não consigo abdicar e portanto a comichão por vezes é mais intensa. Ontem foi um dia de comichão moderada. Consegui coser durante cinco minutos. Cosi os botões na alfineteira que acabei anteontem, e que no total devo ter demorado uns dez minutos a fazer, mesmo assim repartidos...
Parece tanto uma almofada que a minha piolha já a queria roubar para a sua caminha de bonecas.
Os botões foram retirados da caixa de costura da  minha mãe, mas suspeito que foi o meu pai que os guardou. Ele é que é o apologista de "deitar a camisa fora e guardar os botões". Ao que parece, e se a memória não os engana, eram ambos de roupa minha! Com este argumento, não havia desculpa para eu não os retirar para meu uso novamente!





segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A retrosaria da Maria Amelia

É assim que se chama mas eu chamo-lhe Dona Maria, e ela chama-me menina, do alto dos seus 73 anos. 
A retrosaria está velha, e, segundo a dona, é um dos edifícios mais antigos da zona. As portas das altas prateleiras mal abrem e por isso metade estão constantemente entreabertas. As fitas e os botões acumulam-se das formas mais inventivas (ao molho e fé em Deus na maioria dos casos), e são mais os tecidos que estão nas catacumbas da loja do que o que está em exposição. 
A Dona Maria resolveu fazer obras e anda a abrir caixas que estão fechadas à muito tempo. Algumas, disse-me, são coisas de quando ainda era a mãe que geria a retrosaria. Por isso, a última vez que lá fui comprei pequenas preciosidades. Tive que fazer um esforço enorme para me vir embora, era capaz de ficar horas entretida a coscuvilhar as pequenas e grandes coisas que se amontoam naquela retrosaria. 
Tecido às bolinhas para uma saia, joaninhas para a Miss Caracolinhos e botões, sempre os botões...







sábado, 8 de fevereiro de 2014

Pincushions ou almofadas de alfinetes?

Completamente apaixonada por este!  
E a sentir que nunca conseguiria fazer uma coisa tão linda. Há tantas pessoas espalhadas por esse mundo com um dom para criar, para fazer coisas maravilhosas que fazem o mundo mais bonito. 
(ver aqui onde comprar)


Este ver aqui.

E este aqui...

Esta ideia é maravilhosa e vou, de forma desenvergonhada, fazer uma coisa parecida. Está simples, linda e é ainda muito prática!  (é uma daquelas bases para servir ovos ao pequeno-almoço!) 
Vejam aqui ou aqui mais coisas desta artista que vale a pena. 


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Uma bolsa para os documentos do carro OU Tudo o que consegui coser esta semana!

Uma semana que passou demasiado depressa. 
Trabalho, Miss Caracolinhos, jantares, banhos, pintar, cúcú, almoços, lavar roupa, dobrar roupa, almoços, mais trabalho, livros, ler outros e outras, escrever pouco, cortar tecidos, fazer compras, pôr gasolina, mais cúcú, pintar, mudar muitas fraldas, contar ainda mais histórias que fraldas mudadas, vestir e despir um polvo todos os dias....!!!
Esta semana a única coisa que tive tempo para fazer foi esta bolsa para os documentos do carro e levou-me imenso tempo. Dez minutos agora para coordenar os tecidos, mais vinte para cortar tudo à medida noutro dia, mais não sei quanto para passar a ferro e por fim uns trinta minutos para coser tudo junto. E claro mais cinco ontem à noite, entre uma história e outra, para finalizar a costura à mão... ufa! 
Esta é para a Sofia que gosta de retalhos. Sorte a dela, que eu também e por isso vou guardando todos. 





Banda sonora de hoje

Fã desta voz, do cabelo, das calças rouxas, do nariz, da voz, da voz e ainda da voz.
Life will go on.

Flores e tecidos

Deve ser evidente, pela quantidade de posts sobre as ditas cujas, que eu adoro flores. Adoro mesmo, e sou da opinião que todas as mesas deviam ter flores para acompanhar a refeição, a conversa e a troca de carinho. 
Hoje fui fazer umas compras rápidas, que amanhã tenho amigos com quem partilhar o almoço, e não resisti a comprar umas flores brancas para misturar com as lavandulas do meu canteiro. Depois de fazer o arranjo sem arranjo (meti-as para dentro da jarra, fiz o que poderia ser interpretado como um gesto de quem sabe o que faz, mas na verdade foram só uns miminhos e está feito!), sobravam umas pequenas coitadas que ficavam meio afogadas. Cortei-as e fiz outro arranjo ainda mais simples.
Com uma fita de tecido, um copo de iogurte e meia dúzia de botões de flores se faz isto. 

E agora, voltar à vida real e ao trabalho, até sabe melhor e cheira melhor.