quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Eu me lembro .... a fantástica banda sonora do meu dia!

“Era manhã
Três da tarde
Quando ele chegou
Foi ela que subiu
Eu disse: "Oi! Fica à vontade"
Eu é que disse "Oi", mas ela não ouviu
E foi assim que eu vi que a vida colocou ele/ela pra mim
Ali naquela Terça-Feira/Quinta-Feira de Setembro/Dezembro
Por isso eu sei de cada luz, de cada cor de cor
Pode me perguntar de cada coisa
Que eu me lembro
A festa foi muito animada
Oito ou nove gatos-pingados no salão
Eu adorei a feijoada
Era presunto enrolado no melão
E foi assim que eu vi que a vida colocou ele/ela pra mim
Ali naquela Terça-Feira/Quinta-Feira de Setembro/Dezembro
Por isso eu sei de cada luz, de cada cor de cor
Pode me perguntar de cada coisa
Que eu me lembro
Que eu me lembro
Ela me achou muito engraçado
Ele falou, falou e eu fingi que ri
A blusa dela tava do lado errado
Ele adorou o jeito que eu me vesti
E foi assim que eu vi que a vida colocou ele/ela pra mim
Ali naquela Terça-Feira/Quinta-Feira de Setembro/Dezembro
Por isso eu sei de cada luz de cada cor de cor
Pode me perguntar de cada coisa
Que eu me lembro
Eu me lembro
Eu me lembro
Eu me lembro”



terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

E sai uma alfineteira, almofada para alfinetes ou pincushion para os amigos...

Na maioria dos dias, não ter tempo para a costura e para escrever, custa-me. Sinto como que uma comichão. Como se não tivesse satisfeita mesmo depois de comer um belo prato. Como se negasse uma parte latejante de mim mesma. 
Nesta fase da minha vida, riqueza é, acima de tudo ter tempo para a minha filha, para a minha família, para mim. Desse tempo, eu não consigo abdicar e portanto a comichão por vezes é mais intensa. Ontem foi um dia de comichão moderada. Consegui coser durante cinco minutos. Cosi os botões na alfineteira que acabei anteontem, e que no total devo ter demorado uns dez minutos a fazer, mesmo assim repartidos...
Parece tanto uma almofada que a minha piolha já a queria roubar para a sua caminha de bonecas.
Os botões foram retirados da caixa de costura da  minha mãe, mas suspeito que foi o meu pai que os guardou. Ele é que é o apologista de "deitar a camisa fora e guardar os botões". Ao que parece, e se a memória não os engana, eram ambos de roupa minha! Com este argumento, não havia desculpa para eu não os retirar para meu uso novamente!





segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A retrosaria da Maria Amelia

É assim que se chama mas eu chamo-lhe Dona Maria, e ela chama-me menina, do alto dos seus 73 anos. 
A retrosaria está velha, e, segundo a dona, é um dos edifícios mais antigos da zona. As portas das altas prateleiras mal abrem e por isso metade estão constantemente entreabertas. As fitas e os botões acumulam-se das formas mais inventivas (ao molho e fé em Deus na maioria dos casos), e são mais os tecidos que estão nas catacumbas da loja do que o que está em exposição. 
A Dona Maria resolveu fazer obras e anda a abrir caixas que estão fechadas à muito tempo. Algumas, disse-me, são coisas de quando ainda era a mãe que geria a retrosaria. Por isso, a última vez que lá fui comprei pequenas preciosidades. Tive que fazer um esforço enorme para me vir embora, era capaz de ficar horas entretida a coscuvilhar as pequenas e grandes coisas que se amontoam naquela retrosaria. 
Tecido às bolinhas para uma saia, joaninhas para a Miss Caracolinhos e botões, sempre os botões...







sábado, 8 de fevereiro de 2014

Pincushions ou almofadas de alfinetes?

Completamente apaixonada por este!  
E a sentir que nunca conseguiria fazer uma coisa tão linda. Há tantas pessoas espalhadas por esse mundo com um dom para criar, para fazer coisas maravilhosas que fazem o mundo mais bonito. 
(ver aqui onde comprar)


Este ver aqui.

E este aqui...

Esta ideia é maravilhosa e vou, de forma desenvergonhada, fazer uma coisa parecida. Está simples, linda e é ainda muito prática!  (é uma daquelas bases para servir ovos ao pequeno-almoço!) 
Vejam aqui ou aqui mais coisas desta artista que vale a pena. 


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Uma bolsa para os documentos do carro OU Tudo o que consegui coser esta semana!

Uma semana que passou demasiado depressa. 
Trabalho, Miss Caracolinhos, jantares, banhos, pintar, cúcú, almoços, lavar roupa, dobrar roupa, almoços, mais trabalho, livros, ler outros e outras, escrever pouco, cortar tecidos, fazer compras, pôr gasolina, mais cúcú, pintar, mudar muitas fraldas, contar ainda mais histórias que fraldas mudadas, vestir e despir um polvo todos os dias....!!!
Esta semana a única coisa que tive tempo para fazer foi esta bolsa para os documentos do carro e levou-me imenso tempo. Dez minutos agora para coordenar os tecidos, mais vinte para cortar tudo à medida noutro dia, mais não sei quanto para passar a ferro e por fim uns trinta minutos para coser tudo junto. E claro mais cinco ontem à noite, entre uma história e outra, para finalizar a costura à mão... ufa! 
Esta é para a Sofia que gosta de retalhos. Sorte a dela, que eu também e por isso vou guardando todos. 





Banda sonora de hoje

Fã desta voz, do cabelo, das calças rouxas, do nariz, da voz, da voz e ainda da voz.
Life will go on.

Flores e tecidos

Deve ser evidente, pela quantidade de posts sobre as ditas cujas, que eu adoro flores. Adoro mesmo, e sou da opinião que todas as mesas deviam ter flores para acompanhar a refeição, a conversa e a troca de carinho. 
Hoje fui fazer umas compras rápidas, que amanhã tenho amigos com quem partilhar o almoço, e não resisti a comprar umas flores brancas para misturar com as lavandulas do meu canteiro. Depois de fazer o arranjo sem arranjo (meti-as para dentro da jarra, fiz o que poderia ser interpretado como um gesto de quem sabe o que faz, mas na verdade foram só uns miminhos e está feito!), sobravam umas pequenas coitadas que ficavam meio afogadas. Cortei-as e fiz outro arranjo ainda mais simples.
Com uma fita de tecido, um copo de iogurte e meia dúzia de botões de flores se faz isto. 

E agora, voltar à vida real e ao trabalho, até sabe melhor e cheira melhor.



terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Mais uma cesta

Os tecidos tomaram conta de uma pequena parte da minha vida. No entanto, ocupam agora tanto espaço cá em casa que nem parece que é uma pequena parte. Além da secretária que comprei e que está ocupada com a máquina de costura e mais uma quantidade de coisas, a nossa mesa da sala está sempre em desalinho, cheia de moldes (que invento), de tecidos para novos projectos e livros. O que vale é que raramente lá comemos, acabamos por usar a mesa da cozinha que é mais pequena e mais aconchegante quando somos só os três.  
Uma das minhas soluções de arrumação favoritas são cestas de tecido. Adivinharam, há alguns dias, fiz mais uma... Até agora, acho que é a que mais gosto.




segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Pompons

Gosto tanto... 
Sim ,eu sei. Mais uma coisa,que quem me conhece bem, não compreende. Mas gosto mesmo muito. 
Na festa do primeiro aniversário da Miss Caracolinhos fiz uns de várias cores e tamanhos e pendurei no tecto por cima da mesa da sala, onde estava a comida.
Ficou assim... Infelizmente não tenho quase fotografias desse dia tão bom. Éramos muitos, eu estava de coração tão cheio, a minha filha fazia um ano e eu esqueci-me da máquina...

Agora descobri estes e acho que vou experimentar. Não sei bem para quê, mas são tão lindos que me apetece mesmo fazer uns.... aceitam-se sugestões de utilização!(ver aqui a proveniência)


































Talvez assim... (ver aqui) Se puderem e quiserem, visitem este blogue LINDO de uma mãe de seis. (Sim, leram bem, seis. Sim, eu sei, seis filhos! SEIS...) 
DIY pom pom bookmark



sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Bonifácio

A Miss Caracolinhos adora livros, foi inclusive um dos comentários da educadora dela, naquela que foi (ontem) a nossa primeira reunião de pais de todos os tempos. (ainda agora ela nasceu!!) Como nós amamos livros não podíamos sair de lá mais inchados. (sim, eu quase não passava pela porta eu e não pelos motivos habituais!) Desde sempre que ela mexe em livros e que lhe lemos histórias. Adoro livros infantis quase tanto, e em alguns casos até que mais, do que de adulto. 

O Dia em Que o Senhor Bonifácio Ficou em Casa Doente. 
Não vale a pena usar muitas palavras para descrever este livro, basta para mim delicioso! A capa mostra a delicadeza do traço e de repente já só nos apetece ser amigos do Senhor Bonifácio. Já li e reli esta história uma dezena de vezes à minha piolha e continuo a gostar dela com a mesma força. E ela também... 
"Mais, mãe?".